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quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Os oceanos estão em perigo


O Greenpeace voltou sua atenção para os mares brasileiros, criando uma campanha voltada ao tema.

“Cerca de 80% dos estoques pesqueiros no Brasil estão ameaçados de extinção pela pesca predatória. Precisamos aumentar as áreas marinhas protegidas, que correspondem a apenas 0,4% da nossa costa. Temos que mobilizar toda a sociedade e exigir do governo políticas públicas efetivas. A conservação dos oceanos está diretamente relacionada com o nosso futuro e deve ser feita agora. Não temos tempo a perder.”
O Greenpeace exige mais atenção com nossos mares.Os oceanos precisam de nós, e nós precisamos dos oceanos.


Dez formas de ajudar a salvar os oceanos no dia-a-dia

1. Não deixe lixo nas praias
2. Não jogue bituca de cigarro na areia
3. Pressione o governo para que sejam ativos na preservação dos oceanos
4. Utilize mais o transporte coletivo e bicicleta, você estará diminuindo a emissão de CO2
5. Seja um multiplicador das idéias em defesa dos oceanos.
6. Não coma peixes ameaçados
7. Ajude a recuperar áreas costeiras degradadas
8. Não construa em áreas costeiras ilegalmente
9. Seja um defensor das atividades sustentáveis
10. Entre na onda com o Greenpeace nas ações de preservação dos oceanos.


Entre você também “NESSA ONDA”!!!! – Confira aqui!

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Portal Globo Amazônia

Está na rede um novo portal que busca defender nossa Floresta, o Globo Amazônica.
Em menos de 24 horas após o lançamento do site, mais de 1.008.857 protestos já foram feitos, a maioria vem do estado do Pará, com 475.751 manifestações.

O site permite ao internauta, além de deixar protestos contra as queimadas e desmatamento, monitorar em tempo real o que está acontecendo na Floresta. Desse jeito, as denúncias ficam muito mais fáceis. É uma ótima oportunidade para conferirmos, "de perto", o que está acontecendo em nossa floresta... e isso sem precisar sair de casa!
Olhos abertos, a partir de agora, pessoal!

Para conferir o portal, clique aqui!

Ah, e não esqueçam de protestar!!!
Todos unidos por uma Amazônia segura!

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Existe uma cidade sem poluição?

Você se preocupa com a redução da emissão de carbono? Então você não está sozinho. Nos dias de hoje, muitas pessoas estão refletindo sobre a quantidade de energia que utilizam e sobre o dióxido de carbono lançado na atmosfera. Mas se você for como muitas pessoas, sua consciência sobre o carbono pode começar e terminar com o interesse em adquirir um veículo híbrido.
Mas não para Abu Dhabi, a capital dos Emirados Árabes e a quarta maior fonte de petróleo do mundo. Abu Dhabi é a responsável pela quarta maior emissão de carbono do mundo e, por essa razão, está erguendo a bandeira da administração ambiental.
Os esforços ambientais da cidade resultaram em grandes planos de se construir uma cidade vizinha que não produzirão resíduos e que será inteiramente livre da emissão de carbono: Masdar City. Ironicamente, o governo de Abu Dhabi planeja construir Masdar City essencialmente com o dinheiro que recebeu abastecendo as emissões de carbono de todo o mundo. Para atingir o objetivo de zero carbono e zero resíduo, o governo planeja utilizar tecnologia de ponta de planejamento sustentável, que se esforça para reduzir o máximo possível o impacto ambiental.
Como parte da Iniciativa Masdar (masdar significa "a fonte" em árabe), um esforço de expandir a pesquisa e a implementação da construção sustentável, o governo de Abu Dhabi construirá essa cidade em um local vizinho com terreno de 6 km2, adjacente ao aeroporto internacional e com custos estimados em US$ 22 bilhões. O governo de Abu Dhabi lançou esse plano em janeiro de 2008, projetando que a cidade seria capaz de sustentar 50 mil moradores e mais de 1.000 empresas. Menos de um mês depois, ele começou a construção da cidade e espera concluir o projeto até 2016.
Mas manter a cidade sustentável será um grande desafio para os arquitetos britânicos Foster + Partners, já que o clima da área designada não é exatamente ameno. As temperaturas podem chegar a 50 graus Celsius, e as estruturas terão de ser refrescadas sem a utilização da energia de combustível fóssil. E que tipo de transporte será colocado em uso para que as pessoas possam se movimentar sem os carros? Leia a próxima página para saber mais sobre o grande plano.

Como funcionará Masdar City

Embora o clima no local da futura cidade seja quente, ele também é ensolarado, o que os arquitetos vêem como a maior fonte de energia para a cidade. Eles planejam construir uma usina de energia solar. A cidade não terá arranha-céus e estruturas fotovoltaicas nas coberturas das construções serão responsáveis pela coleta de luz solar para geração de energia. Uma usina de dessalinização fornecerá água fresca para a cidade e também utilizará a energia solar. A cidade também será beneficiada com a energia gerada por uma usina de energia de hidrogênio de US$ 2 bilhões. O hidrogênio, fonte limpa de energia, emite muito menos dióxido de carbono do que a maioria dos processos com combustíveis fósseis utilizados hoje.
Para manter a necessidade de energia em baixa e a cidade refrescada, os projetistas planejam orientar a cidade e suas estruturas de maneira a tirar total vantagem da brisa natural do mar. Um muro que cerca a cidade e torres eólicas nas construções contribuirá para proteger a população do clima árido do deserto. Além disso, construções mais altas farão sombra às ruas estreitas da cidade. Se as estruturas da cidade utilizar tecnologias sustentáveis e a demanda de energia forem reduzidas em 70% devido a essas tecnologias, então será mais fácil para a cidade sobreviver com os recursos de energia alternativos. Espera-se uma economia de cerca de US$ 2 bilhões em petróleo em 25 anos.
Os esforços sobre a conservação de água na cidade envolvem os planos de reciclagem de pelo menos 80% da água utilizada. A água cinzenta reciclada, assim como a água das pias e dos chuveiros e a água residual tratada, irrigarão o terreno. Por meio desses processos, os planejadores da cidade esperam reduzir o consumo de água em 60%.
Mas o que fazer com os resíduos produzidos por uma comunidade de 50 mil pessoas? A resposta está na compostagem e na reciclagem de plástico, papel, alumínio e outros materiais. Para evitar que os resíduos acabem indos para um aterro sanitário, grande parte deles seguirá para uma pilha de compostagem, onde as bactérias irão decompor o material. Caso contrário, a reciclagem será uma prioridade alta para a cidade.
Como não haverá carros em Masdar City, isso irá contribuir para que não haja emissão do dióxido de carbono no local. Supostamente, as pessoas que viverão e trabalharão em Masdar City não estarão a mais de 200 metros de um transporte. Um trem elétrico com trilhos elevados garantirá o transporte fácil entre Masdar City e Abu Dhabi. Para se movimentar pela cidade, as pessoas poderão utilizar os compartimentos de trânsito pessoal rápido. Esses veículos funcionarão sobre trilhos magnéticos que utilizarão energia elétrica.
Se você ficou ansioso para ver como será essa cidade, lembre-se de que ela não estará concluída antes de 2016. Todavia, os construtores esperam finalizar a primeira das sete fases do projeto, o Masdar Institute of Science and Technology, até 2009.


Fonte : http://ambiente.hsw.uol.com.br/

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Especial: Reciclagem

Hoje o "Especial" será diferente dos que já foram postados até agora.
Ao invés de falarmos sobre algum problema ambiental, falaremos sobre uma solução: a reciclagem!
Um dos modos mais fáceis e práticos para revertermos a má situação da Natureza!


Introdução

A reciclagem tem um conceito bastante simples: pegue alguma coisa que não tem mais utilidade e transforme-a em alguma coisa nova em vez de simplesmente jogá-la fora. Pode ser qualquer coisa, desde a reciclagem de papel velho em papel novo até a transformação de uma antiga calota em uma banheira de passarinhos decorativa. Na realidade, a reciclagem pode se tornar bastante complexa: como ela interage com nosso ambiente, nossa política, nossa economia e até mesmo com nossos próprios padrões de comportamento humano, exerce um papel importante no futuro de nosso planeta. Neste artigo, veremos o que é reciclagem, por que e como ela funciona e algumas críticas a essa prática.

O que é reciclagem?

A reciclagem pode assumir várias formas. Em uma escala menor, sempre que você encontra um novo uso para alguma coisa velha, você está reciclando.

A reciclagem se torna mais importante em escalas maiores. Nesse nível, bens de consumo usados são coletados, convertidos de volta em matéria-prima e refeitos em novos produtos de consumo. Latas de alumínio, papel de escritório, aço de prédios velhos e recipientes de plástico são todos exemplos de materiais comumente reciclados em grandes quantidades, geralmente por meio de programas municipais que encorajam as coletas domésticas em grande escala.

É raro um produto reciclado ser exatamente do mesmo material original a partir do qual ele foi reciclado. Papel reciclado, por exemplo, contém resíduos de tinta e fibras mais curtas que papel virgem (papel feito de polpa de madeira). Por causa disso, ele pode ser menos desejável para alguns propósitos, como papel para copiadoras. Quando um bem reciclado é mais barato ou mais frágil que o produto original, é conhecido como ciclo inferior (ou reciclagem descendente). Eventualmente, os produtos caem tanto no fluxo de reciclagem que se torna inviável reciclá-los novamente. Após ser reciclado algumas vezes, o papel não é mais utilizável. Em alguns casos, os produtos podem passar por um ciclo superior, transformados em alguma coisa mais valiosa que o produto original. Um exemplo é uma empresa que faz reciclagem ascendente, transformando jornais velhos e latas de alumínio em móveis artísticos.


Benefícios da reciclagem


A maioria das razões pelas quais reciclamos é ambiental, ainda que algumas sejam econômicas.

Lixo em excesso

Uma das principais razões para a reciclagem é reduzir a quantidade de lixo enviada para os aterros. O uso de aterros atingiu seu ápice na década de 80, quando os americanos mandaram quase 150 milhões de toneladas de lixo para aterros por ano. Atualmente, ainda são lançados mais de 100 milhões de toneladas de lixo em aterros anualmente [fonte: Hall]. Apesar de os aterros sanitários modernos serem mais seguros e menos incômodos do que os depósitos abertos do passado, ninguém gosta de ter um deles por perto. Nas áreas densamente povoadas, o espaço para aterros é escasso. Onde há muito espaço, enchê-lo com lixo não é uma solução muito boa para o problema.

Em 2006, os esforços de reciclagem nos Estados Unidos desviavam 32% do lixo dos aterros. Isso evita que mais de 60 milhões de toneladas de lixo acabem em aterros anualmente

Poluição do chorume do aterro

Os aterros causam um outro problema, além de ocupar muito espaço. A diversidade das químicas lançadas nos aterros e as químicas resultantes da decomposição do lixo se misturam em um caldo tóxico conhecido como chorume, que cria enormes quantidades de poluição. O chorume pode vazar do aterro e contaminar lençóis freáticos. Atualmente, tampas de argila impermeáveis e coberturas plásticas evitam que grande parte do chorume vaze, tornando os aterros muito mais seguros do que eram algumas décadas atrás. Qualquer chorume, porém, é muito se ele estiver penetrando em sua vizinhança.

Bens novos consomem recursos

Fabricar um produto novinho em folha sem qualquer material reciclado causa o esgotamento de recursos naturais no processo de manufatura. O papel usa a polpa de madeira das árvores, ao passo que a fabricação de plástico requer o uso de combustíveis fósseis, como petróleo e gás natural. Fazer alguma coisa com materiais reciclados significa usar menos recursos naturais.

A reciclagem (às vezes) usa menos energia

Há muito espaço para debate sobre esse aspecto da reciclagem, mas muitos processos de reciclagem requerem menos energia do que os fabricantes precisariam para fazer o mesmo item novinho em folha. A fabricação de plástico é muito barata, e alguns bens de plástico podem ser difíceis de reciclar eficientemente. Nesses casos, o processo de reciclagem provavelmente consome mais energia. Também pode ser difícil calcular todos os custos de energia ao longo da cadeia de produção inteira. A reciclagem de aço certamente usa menos energia que o processo inteiro de mineração do minério de ferro, refinamento e forja de aço novo. Alguns alegam que a frota de caminhões de reciclagem que coleta plástico e papel de porta em porta semanalmente nas cidades abala o equilíbrio da energia contra a reciclagem. O uso da energia é um fator que deve ser considerado caso a caso.

Dinheiro

A reciclagem tem uma série de impactos econômicos. Para as empresas que compram bens usados, os reciclam e revendem como produtos novos, a reciclagem é a fonte de toda sua receita. Para cidades em áreas densamente povoadas que devem pagar por tonelagem para usar seus aterros, a reciclagem pode cortar milhões de dólares dos orçamentos municipais. A indústria da reciclagem pode ter um impacto ainda mais amplo. Análises econômicas mostram que a reciclagem pode ser três vezes rentável por tonelada do que aterros, bem como gerar quase seis vezes o número de empregos.

No Brasil, um dos protagonistas da cadeia de reciclagem são as cooperativas de catadores. Elas tem sido responsáveis pela melhoria das estatísticas de reciclagem, além de serem verdadeiros mecanismos de inclusão social (são uma alternativa efetiva de trabalho para boa parte da população carente do País).


Diretrizes da reciclagem


O uso do papel nas nações industrializadas continua a crescer e, em alguns casos, é responsável por quase 20% de todo o lixo doméstico. Ainda que as árvores usadas para fazer papel novo sejam um recurso renovável, florestas antigas são freqüentemente derrubadas para dar espaço a árvores com polpa, rapidamente plantadas e colhidas para fazer papel. O papel reciclado resulta em uma economia líquida significante em termos de água e energia usadas, assim como os poluentes emitidos no ambiente.

Trinta e três por cento do papel que circulou no Brasil em 2004 retornou à produção através da reciclagem. Esse índice corresponde à aproximadamente 2 milhões de toneladas. Em 2004, 79% do volume total de papel ondulado consumido no Brasil foi reciclado.
Desde coletas de rua e de locais específicos, o papel é classificado com base no tipo de papel, no peso, no uso, sua cor e se ele foi previamente reciclado. Depois, um banho quente de água e químicas reduz o papel a uma substância fibrosa e pastosa. Depois, ímãs, gravidade e filtros removem coisas como grampos, colas (em inglês) e outras químicas indesejáveis da polpa. A tinta é removida tanto por lavagem química quanto soprando-a para a superfície onde ela é filtrada. A polpa (que pode ser clareada) é então borrifada e enrolada em folhas planas que são pressionadas e secas. Às vezes, polpa nova é acrescida à polpa reciclada para fortalecer o papel. As folhas de papel gigantes, quando secas, são cortadas no tamanho adequado para serem vendidas novamente aos consumidores.
Vidro
Reciclar vidro representa economia de energia e custo significante em relação à fabricação de vidro virgem porque virtualmente não há perdas quando o vidro é reciclado. Existem duas maneiras de reciclar o vidro. Algumas empresas coletam garrafas de seus clientes e as limpam e desinfetam completamente antes de reutilizá-las. Outros recicladores de vidro classificam o vidro por cor (claro, verde e marrom não devem ser misturados porque dão um efeito manchado ao vidro). O vidro é assentado em pequenos punhados finos conhecidos como cullet, completamente peneirados e filtrados por meio do uso de lasers, ímãs e peneiras, e depois derretido e convertido em vidro novo.

No Brasil, 46% das embalagens de vidro são recicladas, representando um total de 390 mil toneladas por ano. Desse total, 40% são oriundos da indústria de envaze, 40% do mercado difuso, 10% do "canal frio" (bares, restaurantes, etc) e 10% do refugo da indústria. A reciclagem desse material não é maior devido ao seu peso, o que encarece o custo do transporte da sucata.

Somente o vidro usado em recipientes como jarros e garrafas é comumente reciclado. Vidro de janelas e vidro usado em lâmpadas são muito caros e difíceis de reciclar.

Aço

A reciclagem de aço de automóveis e edifícios antigos tem uma longa história. O aço é relativamente fácil de reciclar: máquinas gigantes trituram carros velhos e resíduos de construção. A lei norte-americana, por exemplo, requer que uma determinada proporção de todo aço produzido seja aço reciclado: todo o aço dos Estados Unidos contém, pelo menos, 25% de aço reciclado.

Depois de classificada, a sucata de aço é derretida e refinada novamente em enormes folhas ou bobinas. Essas folhas ou bobinas podem ser enviadas para fabricantes para a produção de carrocerias de carro ou materiais de construção.

Se considerarmos os índices de reciclagem de carros velhos, eletrodomésticos, resíduos de construção civil, ou seja, todos os segmentos do aço e somarmos aos índices das embalagens deste material, o Brasil recicla cerca de 70% de todo o aço produzido anualmente.

Inovação da reciclagem: o aço do World Trade Center

Muitos dos escombros de aço dos ataques terroristas no World Trade Center foram enviados para a China (um mercado faminto por sucata de metal), ao passo que algumas peças foram recicladas nos Estados Unidos de formas simbólicas. Várias toneladas do aço do Trade Center foram recicladas e usadas para a construção do casco do navio de assalto anfíbio da Marinha americana, o USS New York [fonte: Snopes.com - em inglês].

Pequenos pedaços de aço do World Trade Center foram impressos com bandeiras americanas e usados na construção dos veículos Spirit e Opportunity da Nasa em Marte [fonte: NY Times].


Centros de reciclagem


Os programas de reciclagem no mundo assumem cinco formas principais.

Recolhimento nas calçadas
Caminhões especiais com contêineres separados para diferentes tipos de materiais recicláveis andam pelas ruas da cidade exatamente como os caminhões de lixo. Os trabalhadores fazem uma classificação prévia dos materiais à medida que os arremessam dentro do caminhão. Algumas comunidades exigem que os moradores classifiquem e separem os materiais recicláveis, mas isso pode reduzir o índice de participação.


Centros de descarte


Um local central é estabelecido para aceitar materiais recicláveis que os próprios moradores transportam. Mesmo comunidades com sistemas de recolhimento nas calçadas ainda podem ter centros de descarte para a recuperação de materiais perigosos como tinta ou gás propano.


Buy-back centers


Esses centros são similares aos centros de descarte exceto que eles pagam aos moradores por seus itens com base em valores de mercado. Esses centros são mais comumente vistos como parte de um negócio varejista, como um ferro-velho que compra metal amassado por peso.

Cooperativas de catadores

As cooperativas de reciclagem são organizações compostas por catadores de materiais, em geral, a população pobre da comunidade. Além de coletar materiais descartados em vias públicas, elas comumente firmam convênios com indústrias e condomínios, bem como recebem materiais entregues voluntariamente pela população.

Programas de depósito/refinanciamento

Esses programas são familiares a qualquer um que já tenha comprado uma bebida em lata ou garrafa. O depósito (geralmente cinco centavos) é acrescido ao preço de venda. Você pode então devolver a garrafa ou lata vazios para um centro de coleta e resgatá-los por um reembolso do depósito.

Muitas comunidades lutam para compensar seus programas de reciclagem, nos quais os benefícios de custo dependem da ampliação da participação, o que é difícil de conseguir em grandes áreas urbanas. Se uma municipalidade se compromete com um programa de reciclagem, geralmente torna-se ilegal jogar fora materiais recicláveis. As pessoas, porém, raramente são processadas ou multadas por essa ofensa.

O Brasil é considerado referência para o mundo por meio de seu modelo de reaproveitamento de materiais que nasceu naturalmente do valor econômico destes, gerando simultaneamente ganhos sociais e ambientais, atendendo assim ao estudo internacional compilado no Relatório Nosso Futuro Comum (Eco 92), que evidencia os fatores econômicos, sociais e ambientais como indissoluvelmente ligados.

Assim, tendo em vista a disponibilidade de matéria-prima, o potencial de geração de valor, trabalho e renda nela contida, cujo aproveitamento depende hoje apenas de iniciativas pontuais, a Associação Brasileira de Embalagem - ABRE propõe a criação do Programa Brasileiro da Reciclagem. O objetivo do Programa será articular os agentes responsáveis e identificar os entraves e as oportunidades, propondo diretrizes e ações gerais visando maximizar a reciclagem no Brasil. O Programa Brasileiro de Reciclagem tem por objetivo estimular a reciclagem de embalagens e criar mecanismos para que ela se torne mais abrangente e efetiva, aumentando os elevados índices já computados no Brasil.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Greenpeace quer eliminar tóxicos dos eletrônicos

O Greenpeace pediu às empresas de eletrônicos, nesta terça-feira (05/08), que não usem mais elementos químicos nocivos à saúde em seus produtos, argumentando que o lixo tóxico de países ricos é jogado fora em países pobres.

A organização não governamental (ONG) de defesa do meio ambiente fez o apelo em um novo relatório sobre o comércio de lixo eletrônico, que, segundo ela, foi expandido da Ásia para a África - especialmente em Gana, onde TVs e computadores descartados, que contêm materiais tóxicos, estão sendo desmontados por crianças de cinco anos de idade.

“A menos que as empresas eliminem os tóxicos dos seus produtos e se responsabilizem por todo o ciclo de vida dos aparelhos, esse depósitos de veneno continuarão existindo”, disse Martin Hojsik, membro do Greenpeace.

Grande parte dos computadores e televisores que acabam em Gana vêm da União Européia, apesar de existirem leis que proíbem a exportação de produtos com material tóxico. O relatório cita principalmente equipamentos oriundos da Alemanha, Holanda e Suíça.

Os materiais são exportados como “bens de segunda mão”, que supostamente serão reutilizados. Mas de acordo com um oficial da União Européia, a maioria desses bens importados são desmantelados e não podem ser reaproveitados.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Minas Gerais adere ao programa Estado Amigo da Amazônia


Diretor-executivo do Greenpeace Brasil, Marcelo Furtado, e o governador Aécio Neves, assinam termo de adesão de Minas Gerais ao programa Estado Amigo da Amazônia


Belo Horizonte (MG), Brasil — Estado assume luta contra o desmatamento e assina termo de compromisso com o Greenpeace para banir madeira ilegal.

O estado de Minas Gerais deu, nesta quarta-feira, um passo importante no combate ao desmatamento e à histórica falta de governança na Amazônia. O governador Aécio Neves (PSDB-MG) assinou decreto que cria procedimentos para a compra responsável de madeira pela máquina pública de seu Estado, aderindo ao programa Estado Amigo da Amazônia, do Greenpeace.

"O Brasil deve assumir metas, seja em relação ao desmatamento ou emissão de carbono. Compromisso se faz com metas, indicadores e controle da sociedade, que tem que cobrar do governo. E essas metas têm que ser verificáveis e demonstráveis", afirmou o governador Aécio Neves.

"Existem alguns temas hoje no mundo que são as grandes preocupações do futuro e o meio ambiente é tema central. Dele dependem todos os outros", afirmou.

O programa prevê a criação de leis locais que eliminem madeira ilegal e de desmatamento de todas as compras públicas, além do estabelecimento de ações efetivas de controle e fiscalização do fluxo e da comercialização de madeira nativa da Amazônia e Mata Atlântica no território mineiro. Com isso, o programa não apenas promove um controle maior da madeira que entra no seu estado, como também garante ao consumidor final a origem legal desse produto, criando condições de mercado para a madeira produzida de forma responsável e sustentável, como a certificada pelo FSC (Conselho de Manejo Florestal).

Ao aderir ao nosso programa, o estado de Minas soma esforços com São Paulo e Bahia na luta para combater o desmatamento na Amazônia e encorajar o setor madeireiro a cumprir com as boas práticas de manejo florestal.

"O fim do desmatamento é uma prioridade para o Brasil e Minas Gerais pode e deve dar sua colaboração para atingir esta meta, garantindo um desenvolvimento sustentável para o país", disse Marcelo Furtado, diretor-executivo do Greenpeace no Brasil.

A exploração ilegal de madeira abre caminhos para que outros atores que atuam na clandestinidade, como fazendeiros e grileiros, tenham acesso a áreas intactas de florestas. Estima-se que até 80% da extração madeireira na Amazônia seja ilegal. Cerca de 60% do total produzido ao ano são consumidos pelo mercado brasileiro.

"Estados, municípios e os próprios órgãos do governo federal consomem grandes quantidades de madeira na construção de obras públicas. A decisão de agir – ou não – por parte de governos define se o poder público será co-responsável pela destruição da floresta ou se será parte desta rede de amigos da Amazônia", disse Adriana Imparato, coordenadora do programa do Greenpeace.

O evento desta quarta-feira contou com a participação do Secretário Estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, José Carlos de Carvalho, além de diversas organizações ambientalistas locais, historicamente comprometidas com a defesa da Mata Atlântica.

Além dos estados, o Greenpeace também desenvolve o programa Cidade Amiga da Amazônia, voltado aos municípios brasileiros. Atualmente, o programa conta com a participação de 37 cidades, localizadas nos principais mercados consumidores de madeira do país, entre elas capitais como: São Paulo, Porto Alegre, Salvador, Recife, Fortaleza e Manaus.

Fonte: GreenPeace

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Turnê de Madonna vai jogar 1635 toneladas de CO2 na atmosfera

Madonna pode até apoiar causas ambientais, como fez ao se apresentar no Live Earth, ano passado. Mas os shows de sua turnê "Sticky & Sweet", que começam hoje no País de Gales, não são os melhores exemplos de eventos ecologicamente corretos.

Segundo o jornal britânico "Daily Mail", a nova turnê de Madonna, que terá 45 shows, dois deles no Brasil, deve jogar 1635 toneladas de carbono na atmosfera - o equivalente ao que 160 britânicos emitem em um ano.

Só nos vôos entre Estados Unidos e Europa, a cantora deve emitir 95 toneladas de carbono, gás considerado o principal responsável pelo aquecimento global.

O transporte da numerosa equipe da cantora – composta por 250 pessoas - deve poluir a atmosfera com 1060 toneladas do gás.

"É uma quantidade imensa de emissões de carbono, mesmo para uma celebridade tão famosa", disse John Buckley, especialista do site Carbonfootprint.com consultado pelo jornal.

Mas isso não é nada: o deslocamento do público para os shows da cantora deve gerar emissões ainda maiores de CO2.

Será que a diva vai plantar alguma árvore para compensar o estrago?